Tecnologia com ozônio pode reduzir até 90% o uso de químicos no tratamento de efluentes industriais

Solução melhora a degradação de contaminantes, reduz resíduos químicos e pode apoiar estratégias de reuso de água em operações industriais

Por Conexão Construção 24/06/2026 - 12:10 hs
Foto: Wier

Em meio à pressão por metas ESG, reuso de água e redução de impactos ambientais, tecnologias baseadas em ozônio começam a ganhar espaço no tratamento de efluentes industriais no Brasil. A solução pode reduzir em até 90% o uso de produtos químicos, atingir eficiência de até 99,9% na eliminação de micro-organismos e melhorar em até 80% parâmetros de qualidade da água tratada.

Aplicada no país pela Wier, a tecnologia atua por meio da oxidação de compostos orgânicos e contaminantes, ajudando a reduzir odores, melhorar a coloração do efluente e diminuir a carga microbiológica. Na prática, o processo permite que empresas tornem o tratamento mais eficiente e reduzam a dependência de insumos químicos tradicionais.

Segundo  a empresa, a solução pode ser utilizada em diferentes segmentos industriais, incluindo alimentos e bebidas, agroindústria, farmacêutico, cosméticos, saneamento, papel e celulose, têxtil e outros setores que geram efluentes com alta carga orgânica ou presença de contaminantes.

Outro ponto relevante é o potencial de reuso da água. Ao melhorar a qualidade do efluente tratado, o ozônio pode apoiar estratégias de economia hídrica, permitindo redução de até 70% no consumo de água nova em determinadas operações industriais. A maior eficiência do tratamento também pode contribuir para economia de energia de até 50%, dependendo da estrutura da estação e da integração com outras tecnologias.

De acordo com Bruno Mena Cadorin, CEO da Wier, o tratamento de efluentes industriais é uma das frentes em que o ozônio pode gerar ganhos ambientais e operacionais relevantes. “A indústria precisa avançar em soluções que reduzam impacto ambiental sem comprometer produtividade. O ozônio permite tratar efluentes com maior eficiência, diminuir a dependência de químicos e apoiar processos mais sustentáveis, especialmente em operações que têm grande demanda por água e controle sanitário”, afirma.

Ainda de acordo com a empresa, a tecnologia também contribui para a redução de resíduos químicos e para a melhoria da eficiência operacional das estações de tratamento. Por não deixar subprodutos químicos persistentes quando aplicado corretamente, o ozônio pode tornar o processo mais limpo e alinhado às metas de sustentabilidade das empresas.

Em operações industriais, a solução pode ser aplicada como etapa complementar ou integrada a sistemas já existentes, ampliando a performance do tratamento e apoiando o cumprimento de padrões ambientais. Entre os possíveis ganhos estão a redução de carga microbiológica, a melhoria na qualidade da água, a diminuição de odores, a sanitização de recursos e a ampliação da segurança ambiental do processo.

Especialistas apontam que a adoção de tecnologias avançadas para tratamento de efluentes deve crescer nos próximos anos, impulsionada por marcos regulatórios, metas ESG, pressão por reuso de água e necessidade de maior controle sobre resíduos industriais. Para empresas brasileiras, o ozônio representa uma alternativa para modernizar operações, reduzir custos e melhorar indicadores ambientais.